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Método de boca a boca para resolver os conflitos das crianças na sala de aula

Método de boca a boca para resolver os conflitos das crianças na sala de aula


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Uma das maiores preocupações dos professores e pais de crianças em idade infantil é ensiná-los a controlar suas emoções. Pois a má gestão os acompanhará ao longo de seu desenvolvimento causando consequências que afetarão não só seu crescimento pessoal, mas também sua formação acadêmica. Você já ouviu falar do método boca a orelha? É uma estratégia que ajuda resolver os conflitos das crianças na sala de aula, um ótimo recurso para professores e professores.

As crianças não nascem sabendo o que são e como controlar suas emoções. Portanto, devemos ensiná-los a lidar com eles. Caso contrário, algumas das principais consequências são:

- Frustração.

- Insegurança.

- Perda de confiança pessoal e baixa autoestima.

- Eles tendem a pensar que os outros não entendem o que está acontecendo com eles e não podem ajudá-los a resolver suas preocupações. 'Eles me ignoram', 'eles apenas me repreendem e me punem', 'eles não querem brincar comigo' ...

- Eles tendem a ter maiores problemas de socialização. E, como consequência, mais conflitos com seus pares.

Muitas vezes, esse gerenciamento de emoções é causado pela incapacidade de resolver os conflitos que têm com seus pares. Essa é uma dor de cabeça que muitas famílias e profissionais enfrentam no dia a dia, já que não sabemos como enfrentar essas situações da maneira mais justa. Para que os envolvidos cheguem a acordos sem recorrer a outros meios (insultos, ataques ...).

O principal problema que encontramos quando se trata de resolver conflitos em sala de aula entre iguais é, em grande medida, a falta de tempo. Estamos continuamente pensando nos conteúdos curriculares que devemos ministrar em um determinado tempo, que muitas vezes, aceleramos e colocamos de lado aspectos tão importantes quanto conversar com os alunos sobre o que os preocupa, como se sentem, ensine-os a administrar seus conflitos, ajude-os a canalizar suas emoções ...

A hora de gestão de conflitos com outros colegas é essencial dar-lhes autonomia. Um dos recursos mais conhecidos é o 'boca a boca'. Muitos professores e professores usam em suas salas de aula e escolas. Mas em que consiste?

O canto boca-orelha é um espaço na sala de aula, no pátio, no corredor do centro ..., onde os alunos envolvidos em um conflito resolvem suas diferenças de forma autônoma. Conversando e chegando a um entendimento.

Devemos ter um lugar fixo para onde as crianças recorram quando têm algo para resolver umas com as outras. Os alunos envolvidos desempenharão duas funções: a boca e o ouvido. Eles irão girar em cada uma das posições conforme os argumentos são apresentados. Ou seja, quem começa argumentando fica no lugar da boca e explica o que aconteceu e como se sente. Enquanto isso, o outro envolvido no conflito fica no lugar do ouvido, então ele só pode ouvir o que a boca diz, sem intervir.

Assim que o primeiro aluno terminar de refutar sua opinião, é hora de ouvir. E será o outro, aquele que apresenta suas idéias. A troca de posições será repetida até que um acordo seja alcançado.

O objetivo é que as duas crianças ouçam os diferentes pontos de vista uma da outra e ser capaz de chegar a um entendimento.

Por um lado, os professores estarão próximos dos alunos, tentando torná-los capazes de respeitar a vez de falar, as opiniões opostas e estabelecer um vínculo entre os dois.

Vamos atuar como guias nesse sentido, apoiando e acompanhando-os nesse processo. Reforçando-os positivamente e ouvindo-os ativamente, mas tentando intervir o mínimo possível.

Por outro lado, para o método do canto da boca e orelha funcionar, precisamos o papel do aluno mediador. Essa função é destinada a alunos mais velhos. Uma vez explicado o funcionamento deste recurso em sala de aula, propõe-se que um dos alunos faça a mediação entre os dois envolvidos.

Nas primeiras vezes, o professor pode observar como o mediador desempenha em sua função, enfatizando que ele simplesmente deve zelar pelo cumprimento das regras da referida proposta.

Pela minha experiência, este recurso não só ajuda a resolver conflitos de forma autônoma, mas também reforça os alunos em todos os sentidos. Alguns dos benefícios mais óbvios são os seguintes:

- Promovemos a autonomia dos alunos.

- Concedemos maior confiança aos envolvidos e, consequentemente, maior responsabilidade.

- Aprendem a respeitar sua vez de falar.

- Eles valorizam e aprendem a aceitar opiniões diferentes, mesmo não tendo que concordar com elas.

- Conseguem compreender e compreender que a melhor forma de resolver os problemas é o diálogo e não o confronto físico ou verbal.

Certamente vale a pena tentar este método com crianças na sala de aula.

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